O monstro do conteúdo precisa ser alimentado

A mudança na cultura de consumo das informações com a revolução mobile ampliou uma necessidade/oportunidade: é necessário alimentar o monstro do conteúdo.

As pessoas consomem informações nas 24 horas do dia. É um tráfego gigantesco. Nas muitas filas, nos intervalos de atividades, nos engarrafamentos, nas salas de espera as pessoas estão lá, saciando essa fome por informação e por distração.

Esperar qualquer coisa com calma e paciência não é mais uma opção. Basta olhar ao seu redor. As pessoas minimizam ansiedades com celulares consumindo seu alimento diário de informações/distrações, úteis, inúteis, nas mais diversas opções que a plataforma online oferece.

E alguém precisa alimentar esse monstro. Uma fome que não cessa com a disseminação constante dessas informações, principalmente pelas redes sociais. Novidades em cima de ex-novidades para o deleite dos ansiosos digitais.

Mas como alimentar o monstro do conteúdo? Se ele é insaciável, é claro que nunca estará satisfeito e sempre haverá espaço para mais, mais e mais. Isso gera uma oportunidade para os produtores de conteúdo: colocar suas criações na rota dessa infinita demanda. Neste texto, apresento algumas formas de alimentar esse monstro.

É preciso alimentar o monstro do conteúdo
As pessoas estão sempre consumindo conteúdos

Criação para alimentar o monstro do conteúdo  

É preciso alimentar o monstro do conteúdo
Todos procuram por um conteúdo incrível

Existem algumas formas de alimentar esse monstro. A mais óbvia é a criação/produção de conteúdo. Uma tarefa árdua para produtores. Afinal, a fome é gigantesca e insaciável. O conteúdo sai do forno e já deixa espaço para um novo. Um processo inevitável.

É claro que a produção de conteúdo precisa de algumas estratégias para ser escalonada. Não dá para ser sempre do mesmo jeito. O processo criativo exige alguns cuidados para não se tornar repetitivo,principalmente quando se cobra um padrão de escala nesta criação.

Quem milita na produção de conteúdo sabe como é difícil criar um conteúdo por dia. Para alguns, criar dois ou três por semana já é uma tarefa hercúlea. Não estou falando daquele conteúdo meia-boca, como uma simples opinião/comentário nas redes sociais.

Falo de conteúdo elaborado, no padrão daqueles valorizados pelo Google e pelos consumidores, com qualidade, diferenciação, algo de útil e, principalmente, que resolva problemas. Isso exige planejamento e investimento.

Terceirizar a produção de conteúdo também é uma forma válida de ampliar a difusão de conteúdo num blog ou mesmo nas redes sociais. O ROI deste tipo de iniciativa é relativamente barato para os resultados alcançados.

Curadoria para alimentar o monstro do conteúdo

Curadores facilitam acesso a conteúdos

Outra forma para alimentar esse monstro é a chamada curadoria de conteúdo. Segundo Guy Kawasaki no livro a A Arte das Redes Sociais (Best Business, 2017), curadoria de conteúdo consiste em encontrar material de qualidade produzido por outra pessoa, resumi-lo e compartilhá-lo. Isso gera um ganho duplo: os produtores querem mais tráfego para suas criações e as pessoas buscam filtros para acessar conteúdo de qualidade.  

Para estar atento ao mundo de conteúdo produzido diariamente de uma maneira mais criteriosa é preciso utilizar alguns filtros. É impossível encontrar um diamante perdido na areia da praia. Principalmente quando estabelecemos que um dos graus desse valor é a novidade.

Uma das dicas mais interessante para filtrar conteúdo de valor no mar da internet é utilizar agregadores de conteúdos por meio de feeds, como o feedly, the old reader ou o flipboard (tem dezenas de outros, a escolha é sua). Eles facilitam muito a busca por conteúdo em nichos recebendo atualizações a partir da inscrição dos feeds dos blogs, sites ou portais no agregador de sua preferência.

Outra forma importante de fazer curadoria de conteúdo é filtrar através da busca por palavra chave. Ela pode ser feita em buscadores, como o Google, ou nas principais redes sociais. Criar listas no Twitter por interesses também ajuda a chegar mais facilmente ao conteúdo que você está procurando. Existem alguns sites que também já fazem essa curadoria temática, como o alltop.com, que filtra conteúdo por relevância em diversos nichos.

Mais uma dica para a filtragem de conteúdo é a utilização de aplicativos do tipo “para ler depois”, como o Pocket, Instapaper ou Readability. Nestes aplicativos, você pode salvar artigos que você topa na internet para ler posteriormente, inclusive offline, ou utilizar como base para compartilhamento de conteúdo.  

Reciclagem para alimentar o monstro do conteúdo

Temos que alimentar o monstro do conteúdo
Reciclagem de conteúdo amplia alcance

Outra forma de alimentar o monstro é através da reciclagem de um velho conteúdo, transformando-o de forma atualizada, mais ampla e relevante. Da mesma forma, acrescentando ligações e reformulando as técnicas de SEO nas postagens antigas. Tudo isso, pode e deve revigorar o potencial de leitura de conteúdo já produzido.

Com o acréscimo de melhorias, atualizações e novas abordagens, ele fica pronto para alimentar a sede de muita gente por esse tipo de solução no momento atual. Certamente voltará à ativa nos motores de busca, sempre ávidos por conteúdos para saciar a fome das pessoas. A colocação de novas etiquetas poderá ampliar o alcance desse material.

Reproduzir determinado conteúdo de uma nova forma também amplia as possibilidades de conexão. Um material já produzido em texto pode virar um vídeo, um podcast ou até mesmo um infográfico. Tudo isso vai diversificar a possibilidade desse conteúdo ser encontrado, principalmente se forem observados detalhes importantes na escolha da palavra-chave com destaque no título.

Uma opção fantástica é juntar diversos artigos com a mesma temática num novo produto, como um e-book, por exemplo, com chance de alcançar quem busca um material mais amplo sobre um determinado tema. Além disso, o e-book é sempre um material fantástico para ampliar a base de leads, dentro da estratégia de marketing digital, com ênfase no e-mail marketing.

Você precisa alimentar o monstro do conteúdo

Quem não aparece não é visto. O dito popular casa bem com o posicionamento de sites e blogs na internet. Durante muito tempo, uma dúvida pairava entre os especialistas em SEO:  se a qualidade ou quantidade eram mais importantes para um bom posicionamento no Google. Sabe-se agora que, com as mudanças nos algoritmos do Google, é preciso qualidade, mas também é preciso quantidade. Quem consegue produzir em volumes mais altos sai na frente para os motores de busca.

Por isso, trabalhe, trabalhe e trabalhe. Nesta corrida por relevância, você precisa estar vivo, mostrando continuamente sinais de vida através de novos conteúdos. O monstro está vivo. Ele é insaciável. Alimente-o agora mesmo. Ou ele vai assustar em outra freguesia.

 

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Profissional do jornalismo desde 1996 e entusiasta do empreendedorismo digital. Figura carimbada em redação de jornais, vislumbra novas oportunidades no marketing de conteúdo e no desafio do homeoffice. Freelancer por opção, ele é manauara, nascido no Rio. Cristão pela graça, amigo de cães e gatos.

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