Diversões offline

Quando refletimos sobre a pressa do mundo na atualidade ficamos de certa forma estupefatos com essa onda avassaladora da informação e da tecnologia.

Aquilo que deveria servir para dar agilidade à vida acaba por nos asfixiar e nos deixar sem tempo de qualidade para muita coisa importante.

Para fazer frente a tudo isso é importante quebrar alguns dos paradigmas destes novos tempos.

Ritmo pessoal 

Uma sugestão que considero interessante para romper com esse ritmo que tenta nos aprisionar é buscar opções analógicas ao padrão digital e tecnológico.

Isso inclusive nas diversões, nos relacionamentos, nas comunicações e no conhecimento. Daí surgiu a referência às chamadas DIVERSÕES OFFLINE.

Uma coisa deliciosa que voltei a fazer é escrever cartas a mão. Que coisa fantástica é poder externalizar os pensamentos com caneta e papel. Parece que o ritmo do pensamento pulsa de maneira diferenciada.

É uma sensação estranha perceber, às vezes, que estamos um pouco enferrujados com a empunhadura do lápis ou da caneta.

Daí vem outra coisa bem interessante que é fazer exercícios de caligrafia e treinar lettering. Isso remete muito à minha infância, quando gastava horas do dia desenhando com os amigos.

Jogos de tabuleiro 

Os jogos de tabuleiro são uma diversão fantástica que rompe com essa ditadura tecnológica. São dezenas de opções.

Dos jogos de emoção e suspense aos desafios de conhecimento, são muitas as variações. Jogos de cartas ou dominó também são bem interessantes.

Outra coisa interessante nesta pegada analógica são as revistas de caça-palavras, jogos dos erros, palavras cruzadas, suduku e outros.

São passatempos divertidos e instrutivos que ajudam a ampliar o nosso repertório linguístico e a capacidade de fazer associações.

Passatempos analógicos
Jogos de passatempos são tradicionais nos jornais impressos

Muitas pessoas levam bem a sério as palavras cruzadas e os jogos dos sete erros. Nos jornais impressos que publicam esse tipo de divertimento para os leitores é dado um tratamento especial para esta seção.

Poucas vezes vi alguém ligar para jornal reclamando de uma notícia. Mas tente errar na solução da palavra cruzada….Vai ter ligação na certa. Mais de uma vez recebi ligação telefônica de leitor revoltado com esse tipo de equívoco editorial.

Interação pessoal 

Não poderia terminar esse texto sem referência às rodas de conversas presenciais que eram frequentes em frente das casas, nos pátios calçadas e portões.

Hoje tentam substituir essa interação com os grupos de whatsapp e outros. Mas nunca estes espaços virtuais terão o acréscimo de prazeres como um cafezinho recém-saído do coador, exalando odores e memórias que nunca estarão vivas no mundo digital.

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Profissional do jornalismo desde 1996 e entusiasta do empreendedorismo digital. Figura carimbada em redação de jornais, vislumbra novas oportunidades no marketing de conteúdo e no desafio do homeoffice. Freelancer por opção, ele é manauara, nascido no Rio. Cristão pela graça, amigo de cães e gatos.

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