Podcast – Narrativas de Valor – Tecnologia, meio ambiente e a universidade empreendedora

 

Neste episódio, Fred Novaes participa de um bate-papo com o professor Irineu Vitorino, da Universidade Federal do Amazonas, especialista em negócios, empreendedorismo e inovação, também colunista do Jornal do Commercio. A gravação foi feita nos estúdios da Rádio Baré. Irineu participou do programa Plantão JC numa parceria entre o Grupo de Comunicação Jornal do Commercio e a Amazon Play TV Digital, entrevista que foi editada e transformada neste episódio.

O professor Irineu Vitorino comentou o seu artigo “Tecnologia e Meio Ambiente”, publicado no dia 27 de agosto no Jornal do Commercio, no qual refletiu sobre o novo mundo dominado pelas novas tecnologias, mas fez um recorte sobre a possibilidade de conciliar tudo isso com o meio ambiente preservado.  O bate-papo pode ser dividido em três partes:

1 parte – Tecnologia e meio ambiente reflexão sobre o novo mundo da inovação sem destoar do meio ambiente;

2 parte – Falta de infraestrutura tecnológica na Amazônia e no Brasil para esse sonho se tornar realidade

3 parte – Papel da universidade empreededora no novo mundo das empresas e dos negócios

Trilha musical: Azymuth – álbum – Águia não come mosca – 1977 (WEA)

Músicas:

  1. Voo sob o horizonte

  2. Despertar

  3. Tarde

  4. Presa

  5. A caça

  6. Falcon Love Call

  7. Águia não come mosca

  8. Tamborim, cuíca, ganzá e berimbau

A seguir o artigo publicado no Jornal do Commercio:

Tecnologia e Natureza

 Irineu Vitorino – Professor UFAM Administração.

Como será um mundo totalmente tecnológico?

O avanço da tecnologia e as constantes inovações nos empurram para cenários com aparência digital, indústria 4.0, sociedade 5.0. Como será que ficaram os nossos ambientes do futuro? Conseguiremos distinguir os robôs com inteligência artificial dos seres humanos. Os seres humanos como os conhecemos não existiram mais? Serão carne, osso, e tecidos construídos pelo homem? Será que estamos perto de ver de perto o homem biônico de 6 bilhões de dólares, difundido na série da tv? Serão os computadores e os robôs os monitores e os executores atividades repetitivas? A máquina, o big data, a internet das coisas, a leitura facial e coisas do gênero serão mandatários de muitas coisas dos humanos?

Por outro lado, a natureza se recompõe e se recupera se regenera, sozinha usando os nutrientes naturais, da terra, da água, do ar e da luz. Os seres se reproduzem, crescem, morrem se decompõe, evoluem, sem intervenção externa, sem monitoramento, sem inteligência artificial, sem milhões de coisas que o ser humano tenta utilizar para controlar e melhorar a vida na terra. A natureza tem uma capacidade incrível de guardar em seu DNA uma quantidade enorme a respeito do indivíduo. E o mais incrível é que não existe uma única folha de árvore que seja exatamente igual a outra.

Observando as grandes organizações humanas produtivas, observa-se a vocação da monocultura. Nela vemos enormes fábricas com robôs produzindo um único tipo de produto. Plantações gigantescas de um único produto agrícola. E inúmeros outros modelos de se replicam na mono atividade até sua exaustão ou saturação. Em sua saga o ser humano ainda busca altíssima produtividade para diminuir os custos e derrotar a concorrência. Cada vez mais de poucas coisas.

Mas nossa ciência e inovações ainda não pararam e nem irão parar por aqui. Quem sabe a soja será substituída por um alimento criado em laboratório em pratos de petri, ou até mesmo a carne pode ser substituída por um alimento desse tipo. Caso isso ocorra os imensos campos de plantação de soja e de criação de gado sofrerão impactos significativos. Até mesmo o setor logístico sofrerá enormes consequências. E se a expectativa de vida aumentar para cem anos, qual será a idade de aposentadoria ideal, levando em consideração que o indivíduo estará com suas funções fisiológicas e neurológicas em perfeito funcionamento? E se o idoso não se aposentar como será a atividade do jovem?

Esses cenários são todos possíveis, haverá inúmeras mudanças em curto espaço de tempo, em uma velocidade que dificultará a adaptação da sociedade, muitos ainda não são possíveis de ser previstos prever dado a enorme quantidade de dados, informações e tecnologia envolvida. Mas eu tenho um cenário predileto. Um cenário onde o ser humano possa conviver em perfeita harmonia com a natureza e o meio ambiente, sem depredar, sem destruir. Seria algo como se o caboco morasse em uma casinha no meio da mata, e nela tivesse a melhor internet, o melhor serviço de telefonia, conforto térmico adequado, energia elétrica à vontade e que ao mesmo tempo pudesse tirar um tomate fresco de sua horta e pescar uma matrixã e comê-la com farinha do Uarini.  E caso sinta dor de cabeça, um médico ainda poderá atende-lo on-line. O medicamento ou colhe na natureza ou imprime na impressora 3d.

 

 

 

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Profissional do jornalismo desde 1996 e entusiasta do empreendedorismo digital. Figura carimbada em redação de jornais, vislumbra novas oportunidades no marketing de conteúdo e no desafio do homeoffice. Freelancer por opção, ele é manauara, nascido no Rio. Cristão pela graça, amigo de cães e gatos.

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