Regulamentação do UBER no Brasil confirma atraso brasileiro

Uber cresce no mundo
Aplicativo vem ganhando o mundo

O início do serviço de transporte de pessoas pelo aplicativo UBER em muitas cidades brasileiras está mergulhado em polêmicas. Não é difícil entender as críticas quando analisamos a complexa estrutura político/tributária do Estado brasileiro. Uma estrutura deficiente, envelhecida, paraíso dos burocratas.

Esses mesmos burocratas buscam agora regulamentar o serviço oferecido pelo UBER, sob o argumento de que já temos “um modelo exemplar de concessão de serviço de transporte de passageiros em veículos leves (os táxis)” e, por isso, é necessário adequar “essas novidades tecnológicas” ao “nosso modelo de gestão” dos serviços públicos (espero ter sido claro  na pegada irônica).

O fato é que esta ânsia do Estado brasileiro em mediar as relações comerciais/sociais no país é um atraso que diz muito sobre quem está com a caneta nas administrações públicas pelo país.  Infelizmente nos encontramos muitas vezes reféns deste estado de coisas, principalmente, quando os poderes constituídos não conseguem  exercer a devida e necessária força em sentido contrário que definiria princípios mais nobres na gestão das cidades, dos Estados e do país.

Toda esta polêmica em torno do UBER e do serviço oferecido pelo aplicativo e por outros similares acaba desaguando no vértice errado. A questão não são os taxistas que pagam altos impostos e atuam há anos num mercado altamente canibalizado. Nem as prefeituras que sofrem com ansiedade por mais impostos, tributos, taxas e assemelhados.

O ponto central é a população que consome o serviço de transporte de passageiros.  O usuário precisa ser o foco.

Nas audiências públicas, não adianta chamar representante dessa ou daquela categoria. Essa discussão sobre a regulamentação ou não do serviço de transporte com aplicativos precisa emanar da população usuária do Uber e de outros aplicativos.  O que precisa ser extraído ao final de tudo isso é uma rediscussão sobre a regulamentação de serviços de transporte nos centros urbanos. E viva a livre concorrência, a inovação e as iniciativas ligadas ao empreendedorismo.

Regulamentação do Uber

A presença do UBER e do seu serviço no país é duramente afetada pelo deprimente atraso na legislação brasileira. A excessiva burocracia, interesses difusos, força de lobistas e a visão distorcida do Estado em relação à arrecadação de impostos comprometem uma atividade que favorece o empreendedorismo individual e o crescimento da concorrência.

No final das contas, quem deveria ser favorecido com tudo isso é o consumidor e a população que precisa de opções eficientes e baratas de transporte.

Para reforçar esta análise, acrescento o vídeo publicado em meu canal no Youtube analisando reportagem do G1 sobre a regulamentação do serviço do UBER no município paraense de Santarém. A regulamentação decorre da pressão dos taxistas que tentaram empurrar goela abaixo do povo de Santarém um projeto para barrar o UBER no município.

Página do G1
Reportagem fou publicada no sábado, dia 6 de janeiro

 

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Profissional do jornalismo desde 1996 e entusiasta do empreendedorismo digital. Figura carimbada em redação de jornais, vislumbra novas oportunidades no marketing de conteúdo e no desafio do homeoffice. Freelancer por opção, ele é manauara, nascido no Rio. Cristão pela graça, amigo de cães e gatos.

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